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Estamos em obras...
The Birdies - Hucklebuck'65(1965)
Mas as coisas findas, muito mais que lindas, estas ficarão. Carlos Drummond de Andrade
De zero a cemComo sempre, o dia dos namorados traz a tona o esforço masculino de agradar sua alma gêmea com o presente certeiro. É o que bem ilustra este caso: "A mulher virou-se para o marido e disse: - Meu amor, meu aniversário está chegando. Quero um presente surpresa. - Para te ajudar, vou dar uma dica: quero algo que vá de zero a cem em menos de 5 segundos. Pode ser de qualquer cor. Um tempo depois, no dia do aniversário ela ganhou uma balança de banheiro novinha. Cor-de-rosa." [via Giselia]
Frio é relativo"30º C ou mais Baianos vão a praia, dançam, cantam e comem acarajé. Cariocas vão a praia e jogam futebol. Mineiros comem um "queijin" na sombra. Todos paulistas estão no litoral e enfrentam 2 horas de fila nas Padarias e supermercados da região. Curitibanos esgotam os estoques de protetor solar e isotônicos da cidade. 25ºC Baianos não deixam os filhos sairem ao vento após as 17 horas. Cariocas vão à praia mas não entram na água. Mineiros comem um feijão tropeiro. Paulistas fazem churrasco nas suas casas do litoral, poucos ainda entram na água. Curitibanos reclamam do calor e não fazem esforço devido esgotamento físico. 20ºC Baianos mudam os chuveiros para a posição "Inverno" e ligam o ar quente das casas e veículos. Cariocas vestem um moletom. Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha. Paulistas decidem deixar o litoral, começa o trânsito de volta para casa. Curitibanos tomam sol no parque. 15ºC Baianos tremem incontrolavelmente de frio. Cariocas se reúnem para comer fondue de queijo. Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha. Paulistas ainda estão presos nos congestionamentos na volta do litoral. Curitibanos dirigem com os vidros abaixados. 10ºC Decretado estado de calamidade na Bahia. Cariocas usam sobretudo, cuecas de lã, luvas e toucas. Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão. Paulistas vão a pizzarias e shopping centers com a família. Curitibanos botam uma camisa de manga comprida. 5ºC Bahia entra no armagedon. César Maia lança a candidatura do Rio para as olimpíadas de inverno. Mineiros continuam bebendo pinga e quentão ao lado do fogão a lenha. Paulistas lotam hospitais e clínicas devido doenças causadas pela inversão térmica. Curitibanos fecham as janelas de casa. 0ºC Não existe mais vida na Bahia. No Rio, César Maia veste 7 casacos e lança o "Ixxnoubórdi in Rio". Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fogão a lenha. Paulistas não saem de casa e dão altos índices de audiência a Gilberto Barros, Gugu Liberato, Luciana Gimenes e Silvio Santos. Curitibanos fazem um churrasco no pátio... antes que esfrie. . " [autoria desconhecida ]
PérolaPérola é o pesadelo encarnado para os inquilinos em atraso. Fria e sem papas na língua, vai direto ao assunto, doa a quem doer. O vídeo, não recomendado para menores, encontra-se aqui ;-)Esta reportagem da Wired explica a história deste fenômeno viral da Internet que em apenas 24hs, recebeu mais de 7 milhões de visitas.
Viva MéxicoSe é verdadeira a noção de irmandade entre culturas, não seria incorreto afirmar que os mexicanos e brasileiros são comungados no humor, estilo e percalços históricos. Compartilhamos muito em comum, e seus grandes centros, a Cidade do México e São Paulo, foram certamente separados no nascimento. Lá somos hermanos e recebidos com sorrisos que devem remontar à algum evento no passado. Um taxista disse-me que tudo isto deve-se ao rei Pelé.É provável. Algumas dicas para o viajante à trabalho: - Planeje antecipadamente o meio de transporte e como será o pagamento. Táxis e congêneres são um sorvedouro de Pesos Mexicanos se você não puder pagá-los com cartão de crédito. Mas isto dependerá do país. Por lá recomendo uma companhia, a TAXIMEX que é uma das poucas que aceita pagamento com cartão. São provavelmente a mais eficiente empresa de rádio táxi do México e que poucos mexicanos conhecem. - Nunca utilize os taxis de rua de lá, os famosos fusquinhas verde e branco. Muitos são clandestinos e com histórias de sequestros-relâmpagos de turistas. Se você é carioca ou paulista, já estará naturalmente adaptado. - NÃO compensa alugar um automóvel. Lembre-se que você está na maior cidade do mundo. Com problemas e tráfego à altura. É quase impossível para um estrangeiro navegar por aqueles labintos e ruas que obedecem à traçados barrocos. - No final de semana, feche um preço com um motorista para que ele fique dedicado durante todo o dia. Além de ser mais barato é muito mais seguro e eficiente. Além de divertido. Use as viagens dos dias úteis para selecionar os candidatos. Você terá muito mais chance de escolher um guia turístico disfarçado em motorista de táxi. - Se você não entende de futebol, pelo menos faça “cara de conteúdo”. TODOS os motoristas, sem exceção, ao saberem da sua origem, farão dois comentários: 1) Ronaldinho!!! 2) Você deve gostar de jogar futebol!! Pela minha experiência pessoal, começo a acreditar que futebol seja uma constante universal. Estive na África e este fenômeno por lá não é um hábito. É uma lei física da natureza. Assim como as maçãs teimam em cair quando largadas, todos os seres vivos indagarão sobre Ronaldo e Romário (sim, ele mesmo) à qualquer apresentação. Assim, faz-se necessário convencer-se que isto é tão inexorável como a gravidade. Ponto final. - Habitue-se rapidamente à distinguir as guloseimas locais. Além de ser um passatempo em si com a surpreendente e sofisticada cozinha mexicana, você comerá com muuuito mais tranquilidade. Lembre-se que tacos são o “feijão com arroz” local e estão por toda parte. - Experimente pelo menos uma vez o “Mole (molho)” Poblano, feito de chocolate e pimenta. Uma iguaria. - Existem restaurantes dedicados, cartas e safras controladas de tequilas e pimentas. Especial atenção para estas últimas. Tamanho realmente não é documento. O poder de fogo de algumas delas deveria ser medida em megatons. - Não tenha medo e sempre arrisque alguns cumprimentos em espanhol. Por exemplo, ao pedir um suco de laranja, o que você dispararia? - Jugo de naranja - Jugo de naranja natural - Naranjada - Agua de naranja Todas são opções válidas com resultados diversos. No meu caso, ao pedir um “Jugo de Limón " ao serviço de quarto do hotel, recebi um copinho, do tamanho de um dedal, preenchido de suco de limão espremido.... :-) Por fim, durante o pagamento da “cuenta” se alguém pedir-lhe a propina, por favor, não chame a polícia. Apesar de estarmos acostumados por aqui nas esferas adminstrativas, “propina” lá, significa gorjeta.
Switched witches watch Swatch watches1)"Três bruxas observam três relógios Swatch. Qual bruxa observa qual relógio?" Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch? 2)"Três bruxas "travestis" observam os botões de três relógios Swatch. Que bruxa travesti observa os botões de que relógio Swatch?" Three switched witches watch three Swatch watch switches. Which switched wich watch which Swatch watch switch? 3)"Três bruxas suecas transexuais observam os botões de três relógios "Swatch" suíços. Que bruxa sueca transexual observa que botão de que relógio Swatch suíço?" Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedish switched witch watch which Swiss Swatch watch switch?
De vorta
E aqui vamos nós..Ou melhor, quase. Este seria o post inaugural de 2007, mas é chegada novamente a hora de zarpar e zipar malas. Estas damas de companhia que por tanta exposição à raios-x nos aeroportos, algumas já sofreram mutação. Como super-heróis dos quadrinhos. Um Hulk prestes a explodir nas intermináveis filas de Cumbica. Ou o que é mais provável, despertaram uma consciência própria, um poder tão refinado que beira a paranormalidade, um sexto-sentido de mãe. A minha por exemplo, mal retornara ao lar paulitano, prostou-se de súbito à porta de entrada qual um perdigueiro inglês. Nada a fez abandonar o posto, tinha a certeza dos promotores públicos. E não é que a pequena mutante estava certa? Seattle, aqui vamos nós. Semana que vem, reinauguramos de vez. E para esquentar o frio por lá, será Posts & StarBucks.
ReloadedDe volta e com planos novos.
Ligando os pontosÍntegra do discurso de Steve Jobs, o criador da Apple, para os formandos de Stanford "Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias. A primeira história é sobre ligar os pontos Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro." Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante. Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois. De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim. Minha segunda história é sobre amor e perda. Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação - o Macintosh - e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue. Minha terceira história é sobre morte. Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração. Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade. O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo". Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos. Obrigado."
OBVIO
Julgamentos"Na Roma Antiga, o acusado era levado diante do imperador, que o absolvia ou o condenava, decidia sua pena e de que forma seria aplicada. A mais utilizada era a pena de morte; a mais severa, o desterro. O acusado não tinha praticamente nenhuma chance de se defender. Essa prática era muito comum para crimes públicos, ou seja, que atentavam contra a paz social. Os demais crimes eram resolvidos pela chamada "vingança privada": as partes faziam justiça com as próprias mãos. A lei de talião, que constava do Código de Hamurabi (1.730 a.C.), na Babilônia, dava proporcionalidade a essa "vingança privada". O "olho por olho dente por dente" era uma maneira de conferir reciprocidade entre crime e pena. Na Grécia Antiga já havia um sistema de julgamento que lembra o atual: um tribunal com juízes que representavam o povo. Palas Atena, a deusa da Justiça, é a criadora mítica desse que é o primeiro tribunal da história. O sistema atual de julgamentos de crimes no Ocidente tem sua origem ligada ao modo como a Igreja Católica julgava seus pecadores na Idade Média. O direito canônico inspirou a atual forma do processo penal, já que na época a igreja detinha o poder. Acusadores expunham as provas aos juízes, e testemunhas eram ouvidas. O infiel podia se manifestar. Qualquer tipo de afronta à religião, como a prática de rituais pagãos, era crime. O isolamento como pena vem daí. O intuito era fazer o indivíduo refletir sobre o que havia feito de errado." [Cláudio José Pereira,professor de direito processual penal da PUC-SP]
Homens são como vinho- Homens são como o vinho! Ela disse-lhe enquanto lentamente ajeitava sua gravata. Ao que ele retrucou animado: - Obrigado! Será porque nós ficamos melhor com o tempo? - Não exatamente. Eles começam como uvas e é dever das mulheres pisá-los e mantê-los no escuro durante longos anos, até se tornarem algo que vale a pena apresentar ao jantar. E naquela noite, não se sabe bem o porque, ele decidiu pedir ao garçom uma tônica bem gelada para acompanhar risoto de camarão.
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